Luiz Silva, de 69 anos, vivenciou um episódio marcante em 1986 enquanto estava em um bar em Santos. Naquela ocasião, um silêncio tomou conta do ambiente, situado no alto de um pico com vista para o litoral. Ele relata que todos presentes testemunharam a passagem de um objeto do tamanho de um ônibus de dois andares pelo céu, movendo-se em altíssima velocidade e iluminado por luzes vermelhas em direção ao continente. Esse acontecimento ficou conhecido como a “Noite Oficial dos Óvnis” e se tornou o caso mais amplamente testemunhado da ufologia na Terra, com pelo menos 50 aparições registradas em dez estados brasileiros. A Aeronáutica mobilizou caças em uma tentativa infrutífera de identificar os objetos voadores não identificados, e houve até uma coletiva de imprensa militar admitindo a falta de explicação para os eventos.
Jackson Camargo, um influente ufólogo brasileiro, destaca que o Brasil é um dos países com maior índice de avistamentos de óvnis anualmente, com casos variados e comprovações visuais, físicas, fisiológicas e eletromagnéticas, além de um grande número de testemunhas.
Recentemente, Sean Kirkpatrick, diretor do Escritório de Resolução de Anomalias de Todos os Domínios (AARO) da NASA, vem divulgando descobertas nos EUA sobre objetos não identificados no céu. Ele sugeriu em um artigo que naves alienígenas podem ter visitado o sistema solar e liberado sondas.
Apesar disso, as entidades brasileiras, como Aeronáutica, Agência Espacial Brasileira e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, afirmam não possuir um órgão equivalente ao AARO para rastrear óvnis. Embora registrem avistamentos, a investigação é praticamente inexistente, sendo os relatos encaminhados para o Arquivo Nacional sem análise aprofundada.
A ufologia, campo de estudo de objetos voadores não identificados, é conduzida principalmente por físicos e astrofísicos, havendo poucos estudos científicos sobre o assunto. Os documentos sobre óvnis ocuparam a sétima posição em acessos no Arquivo Nacional em 2023, com 811 registros disponíveis entre 1952 e 2019. Muitos desses relatos foram feitos por pilotos.
Um dos documentos mais notáveis é o relato de um advogado de Santos, que em 1956 afirmou ter sido abduzido por seres de características específicas. Outro registro, datado de 1952, é o primeiro avistamento documentado, feito por dois jornalistas na Praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
A “Operação Prato” em 1977, em Colares, Pará, também é destaque no arquivo, sendo o documento mais procurado por interessados em óvnis no Brasil. Essa operação foi a única investigação oficial do governo brasileiro devido a relatos de natureza agressiva, incluindo ferimentos e mortes.




