Recentemente ouvi uma frase que me fez parar e refletir profundamente.
A dúvida é, quase sempre, um não disfarçado.
Quando alguém realmente quer estar com você seja em um relacionamento, em uma amizade ou em um projeto não há espaço para incerteza. Quem quer, demonstra. Quem quer, faz caber. Quem quer, age.
Sem drama, sem enrolação, sem desculpas.
Mas por que tantas vezes insistimos em permanecer onde já não há reciprocidade? Talvez porque tenhamos aprendido a confundir o apego com amor, o “quase” com o suficiente. Ou talvez porque, inconscientemente, ainda estejamos tentando preencher um vazio com a presença de quem só ocupa espaço.
O mindfulness, a prática da atenção plena, nos convida justamente a observar esses movimentos com consciência. A olhar para o que sentimos, sem julgamento. A reconhecer quando estamos escolhendo permanecer no sofrimento, e quando podemos escolher seguir em frente.
Estar presente é perceber o que está acontecendo dentro de nós, enquanto acontece, e agir com base nisso. É sair do piloto automático que nos faz aceitar migalhas emocionais e escolher com clareza o que realmente queremos viver.
Quando alguém não te prioriza, essa também é uma escolha. E quando você decide continuar nesse lugar, isso também é uma escolha. O poder está sempre em você.
Nem todo lugar onde você está é o seu lugar. Às vezes é preciso sair para respirar, abrir espaço para algo novo, que venha de verdade, com presença, com vontade, com intenção.
Busque trazer consciência ao fato de que você é boa demais para ser apenas a dúvida de alguém. Reconheça o valor que existe em quem você é e lembre-se de que nasceu para ser amada, não para aceitar ser apenas uma opção.
Liderar é isso também: assumir as rédeas da própria vida, escolher com presença e coragem o que faz sentido e deixar ir o que já não cabe.
Autoliderança é amor-próprio em movimento.
E o mindfulness é o caminho que nos ajuda a viver essa liderança de dentro para fora, com clareza, compaixão e consciência.
Porque quando você se lidera, não aceita ser a dúvida de ninguém.




