20.2 C
São Paulo

Uma casa feita de brios

Mais lidos

Sergio Miranda
Sergio Miranda
Sou escritor, cronista e analista sócio político. Estudante de Ciências Jurídicas e Operador do Direito, incluindo Mackenzie, Faap e Universidade São Judas. Palestrante. Escritor e Autor de Crônicas, de livros de Arte premiados com louvor no Sul do Brasil. Um desenhista por formação e um retratista do Brasil por devoção. Meta: Informar e Resgatar as boas memórias desse país. Objetivo: Uma visão honesta e sem meias verdades.

Antes de seguir com o texto de hoje quero afirmar e reafirmar certas posições de minha parte; uma que considero importante e faço muita questão de deixar claro é que não me rendi e não pretendo, à tal da IA para textos. Digito direto na tela do celular, corrijo, consulto a Internet somente em caso de dúvidas ortográficas e mantenho minha total responsabilidade sobre o que escrevo aqui. Outro ponto; sou de direita e crítico da direita, sem hipocrisias.

Não tem dessas de defender o errado. Errado é errado mesmo se não tiver ninguém vendo ou se for do seu “lado”.

Brios!

Sei que a palavra soa estranha, até mesmo internacional, mas nada mais é do que a antiga, e bota antiga nisso, definição de caráter. Era o termo usado no mais fino discurso. No boteco usamos “colhões” mesmo!

“Ah, mas se então você é um exemplo de caráter, porquê não se candidata?”

Um dia quem sabe. Sobre ser exemplo, não. Ninguém é. E aqui mais uma vez apelo para minha formação evangélica tradicional e conservadora; Jeremias 17 versículo 5 “… maldito o homem que confia no homem e põe neste a sua esperança…”

Não me faço maldito e nem amaldiçoarei ninguém. Simples assim.

Agora sim, de olho nas últimas velhas notícias de escândalos de corrupção, meus amados oito leitores já devem ter percebido que o quê mais falta nos políticos da atualidade é o brio. E falta muito. Capaz de numa pesquisa sobre o termo nenhum deles sequer saber do que se trata.

Vou começar pelo vespeiro que tem sido a direita manca que ora temos. Se não bastasse a falta de coragem para realmente ser e agir como direita, ainda comete erros estúpidos como ter e manter uma arma de situação no mínimo duvidosa no alcance de um preso domiciliar. É pedir para passar raiva, certo?

Veja também:  As Linguagens de Programação para Web do Mercado Atual: Uma Visão Abrangente

E como sempre piora, com um telhado de vidro já todo esburacado, essa falsa direita não pode nem capitalizar as trincas que aparecem no adversário. No próximo Carnaval sairão juntos pela Acadêmicos dos Sujos e Mal Lavados.

E por falar em mal lavado, haja lavanderia! De onde sai tanto dinheiro assim? Pera… sabemos; do nosso bolso, do nosso suor, dos nossos impostos.

Imposto a cada um de nós e “milagrosamente” posto na conta deles.

Em vista do último “mimo” de apenas 2,5 milhões que o senador líder do desgoverno recebeu recordo aqui uma triste história que presenciei na véspera do Natal de 2010. Mais precisamente no dia 22 de dezembro, uma quarta-feira.

Recordo exatamente a data pois eu estava correndo para terminar um serviço de pintura e dali iria para uma chácara com meus filhos e a então minha esposa, passar o fim de ano. Naquele fim de dia desci do prédio onde havia trabalhado e ao passar por um ponto de ônibus vi um senhor de cabeça baixa, com os dedos cruzados a velar, sob um pano, o corpo sem vida de sua esposa ali mesmo na calçada. Dentre os curiosos que ali formavam um pequeno círculo alguém dava conta que a senhora estava a caminho das compras de final de ano para comemorar que finalmente havia terminado de construir a casa com a qual tanto sonhara. Alguém falava em quase 40 anos de construção, ano após ano, a cada ano uma melhoria.

Uma vida. Uma vida dedicada ao sonho de ter uma casa confortável para receber os filhos e netos e terminar seus dias junto ao parceiro de tantas batalhas.

E nem a isso ela teve direito. Nem na própria casa de todos os seus sonhos, sonhos de uma vida toda, ela veio a morrer.

Veja também:  Vendas de veículos leves em maio continuaram em alta

Morreu em um ponto de ônibus. Sem usufruir do que seu coração estava cheio e talvez por isso esse mesmo coração descansou. Missão cumprida.

E sabe pela qual razão conto essa história?

Pela indignação de saber que não só uma ou duas vezes, mas muitas, cada um desses “líderes” recebem sítios, triplex, apartamentos de luxo quase que instantaneamente como um passe de mágica, em favor de usar o nosso poder para beneficiar bandidos. Negociam o que é nosso. O poder emana do povo, quer queiram ou não. Quer esse próprio povo reconheça isso ou não.

Temos esse poder!

Mas não exercemos esse poder.

Nos falta brios!

Vamos deixando para lá.

“É assim mesmo…” dizemos entre um jogo da Copa e outro.

Vivemos uma era de covardes; os que abusam do povo e de um povo que não reage.

E antes que um exaltado diga que estou pedindo por violência já aviso; estou pedindo por despertar!

Pedindo que observem que a possível e cheia de problemas compra de um Minha Casa Minha Vida, te arrastará para 30 anos de compromisso com algo que não será seu. E que ao final destes 30 anos também já não terá tempo de usufruir.

Estamos aceitando cair sem vida em um destes pontos de ônibus da vida enquanto quem deveria defender seu povo defende seus próprios interesses e moram muito melhor do que qualquer um de nós poderemos mesmo sob uma vida de renúncias.

Não dará nada para estes. Eles não apenas conhecem o jogo, foram eles que o criaram. Estão blindados. Estão confortáveis. De suas salas bem decoradas com milhares de reais que dariam facilmente para quitar uma dessas casas populares, eles seguem tramando como piorar nossa situação.

E sim, vai piorar…

- Anúncio -spot_img

Mais artigos

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Anúncio -spot_img

Veja também