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Furo de Reportagem

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Sandra Boschilia
Sandra Boschilia
Sou Advogada, Operadora do Direito e Jornalista pelas Faculdades Metropolitanas Unidas e Universidade Nove de Julho. Coordenadora para Assuntos Institucionais e Assessoria de imprensa do Instituto Pro Cidadania em prol das Pessoas com Deficiência. Palestrante. Escritora e Autora de Romances Históricos e Biografias. Livros de poesia e arte premiados no Sul do Brasil. Meta: Informar e Resgatar boas memórias do Esporte. Sonhar é o Objetivo e Conquistar uma Certeza.

Podemos afirmar que sim.
E resolvi relatar tudinho à vocês!
Depois me digam sua opinião.
Antes é bom afirmar que os fatos aqui revelados são verídicos e foram documentados “in loco”.
Sabem vocês como hoje as notícias chegam direto, via tecnologia, muito mais rápido que um piscar de olhos.
E o furo de reportagem por si só tão ímpar, e de tamanho alvoroço chegou longe, além fronteiras certamente.
Mas deixando de muito lero-lero vamos aos fatos, sem demora.
Aquela era uma manhã bem acalorada, dessas de verão, com suave brisa, que sacode a roupa no varal, que escancara as cortinas, que faz a gente levantar cedo e tocar a vida, sem violão.
Os sons da região eram comuns, a missa de domingo e seus sinos, os louvores que ecoavam longe, os pássaros que faziam ninho, as folhas que caiam da árvore, sem modos.
A manhã que espreguiçava toda faceira.
Quando de repente, um grupo enorme de gente, montada em cavalos….sim em cavalos!
Eram muitos, vestidos de roupa de gala, dessas que só se vê em desfile.
Deve ser de algum grupo de teatro?
De uma festa de escola?
Do litoral?
Quem sabe uma comitiva de passagem por esses lados…
E o galopar era tão vigoroso que todos se puseram a apreciar.
Todas as janelas se abriram.
Dos prédios as pessoas entre susto e admiração se puseram a olhar no isso vai dar!
E das casas ao pé da rua, os moradores também vieram, crianças, velhos, adultos curiosos atônitos olhavam tudo como se nem pudessem crer.
Do comércio, do posto dos bombeiros, do grande museu que conta história, do colégio de feiras.
Até do Hospital Infantil correu gente para pedir silêncio.
Voltando ao cenário desse alvoroço?
Mas por que cargas d’ água essa gente tão barulhenta, veio em bando?
Então vamos aos fatos!
Contam os contadores que a cada 10 anos essa cena se repete. E de onde nem se pode imaginar surgem esses cavaleiros, de prontidão, retratando uma história por vezes perdida.
Onde numa tarde, morna de verão, não muito tempo atrás se pode ouvir um grito, ou seria um berro?
Na verdade um Clamor, que sai da alma, e ecoa longe, mais longe que possa imaginar!
Esse é um momento de imensa liberdade, de independência, de soberania. Coisas que só quem já sofreu pode dar valor, quem deseja que nunca mais seja oprimido por qualquer força que impeça sua própria liberdade.
Num cenário muito parecido com esse, homens escoltaram um Rei de verdade que amava esse país, que compreendia que a liberdade nos custaria a vida se assim fosse preciso.
E esse Rei investido de seu poder, ergue sua espada e declara a Independência, a que custo fosse cobrado. A morte? Talvez!
Contam os contadores que o céu até se iluminou como em festa de São João. Em puro céu colorido e vibrante como um som de vitória!
Outros mais fervorosos imaginaram o nascimento do menino Jesus. Essa gente ….se anima como ninguém!
Um presente sem igual, que um bom brasileiro vai retratar em enorme pintura que adorna livros por gerações.
Claro, que o povo que presenciava tudo, emocionado com a força desse momento, tal qual os da época de Reis e Rainhas se pôs a clamar, em louvar por tamanho feito.
“Escutaram de um povo oprimido, um grito que ecoou longe…
Bem diferente das águas calmas de um rio, as forças no peito do povo pedia urgência. ..
O sol se fez presente em raios brilhantes e intensos
E o valor desse momento, único e sem igual…
E o povo tão brioso, tão batalhador, tão íntegro pode extravasar sua alegria, uma jura eterna de amor e gratidão pelo solo, pela Pátria que nascia, forjada pelo amor de todos os que agora eram brasileiros.
Exaltadas foram as belezas desse paraíso, de seu céu, que emoldurava o cenário, que é belo, forte, destemido.
Sem igual pela riqueza de sua gente. Pela coragem de seu povo. Pela grandeza incomparável diante que qualquer outra! ”
E a notícia se espalhou feito rastilho de pólvora, mas o som dos cavalos, a roupa de gala, o povo apinhado nos prédios, a gente toda que veio assistir ao tamanho evento, se viu no meio de muita emoção. De brilho nos olhos e de um orgulho guardado no peito, bem no fundo….pronto para qualquer desafio.

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