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Sergio Miranda
Sergio Miranda
Sou escritor, cronista e analista sócio político. Estudante de Ciências Jurídicas e Operador do Direito, incluindo Mackenzie, Faap e Universidade São Judas. Palestrante. Escritor e Autor de Crônicas, de livros de Arte premiados com louvor no Sul do Brasil. Um desenhista por formação e um retratista do Brasil por devoção. Meta: Informar e Resgatar as boas memórias desse país. Objetivo: Uma visão honesta e sem meias verdades.

Você sabe jogar xadrez? Apesar de parecer clichê, e é, xadrez passa por muito mais do que apenas mudar peças de lugar. Podemos saber os movimentos, mas ali no jogo, tem algo que eu sempre admirei; assim como sinuca, tudo parte de um desafio a frente dos olhos. Não tem cartas nas mangas e nem palitinhos escondidos entre os dedos. Tem leitura e capacidade de reação a cada problema apresentado.

Junto à essa honestidade toda do jogo tem uma regra muito boa; peça tocada é obrigatoriamente peça a ser jogada. Antes de pôr a mão sobre a peça você já tem que saber o porquê daquele movimento.

E claro, meus amados oito leitores, isso não é sobre xadrez.

O xadrez nosso de cada dia é feito de um grande tabuleiro de Ilusões. Agradáveis Ilusões. Bem planejadas Ilusões.

Pode apostar!

Ou melhor, pode apostar com responsabilidade. Com a responsabilidade de quem? Apostar com o quê?

No jogo propriamente dito, todos começam em igualdade de condições; na vida também, até o meio da página um.

E em Pindorama a certeza que temos é de que as regras não valem para todos e nem sempre o que valia na partida anterior vale para a próxima. Aqui entra a regra de conveniência.

Muitas vezes somada com a regra de conivência, via quadrilha de toga.

Um olhar mais amplo nos traz uma triste constatação; não somos os peões desse jogo. Sequer estamos no tabuleiro.

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“Não me convidaram
Pra esta festa pobre
Que os homens armaram
Pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada
Antes de eu nascer”

Assim como na música profecia dos anos 80, ainda estamos de fora da festa, do jogo e da mesa das decisões.

Estamos numa arquibancada paga e cara demais. Muito cara! Consumindo nossa vida em impostos e vendo estes mesmos impostos se diluirem em escândalos.

E assistir esses mesmos escândalos terminarem em nada.

Ou pior.

Se antes, lá nos primórdios do começo do jogo, tudo terminava em pizza, hoje tudo termina bem mais caro.

Apartamentos de milhões. Viagens para shows. Cartões corporativos sem limites. Sigilos de 100 anos. Fraudes e mais fraudes em empresas pertencentes à bilionários. Escândalos financeiros em bancos de amigos do poder e em bancos de religiosos. Verbas astronômicas para propaganda estatal.

Desvios.

De finalidade.
De dinheiro.
De conduta.

Desvios.

De rota.
Do crescimento.
Da educação.
Da saúde.

Tudo em rota de colisão. Uma colisão planejada. Um problema planejado para depois que o desastre chegar, aparecer os mesmos bandidos de sempre oferecendo soluções.

Como agora; o problema é um canal de Internet e seu financiamento. Um problema com assinatura.

Com número, Lei nº 14.790/2023.

Assinatura do atual mandatário.

Mas então pelo o quê foi gerado todo esse auê? Sabe a regra de tocar a peça no xadrez?

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Não estamos no tabuleiro e não estamos jogando, creiam-me.

Mas quem está, já sabia antes o porquê jogaria esse movimento.

Para o de sempre. Deixar tudo pior. Deixar um cenário de terra arrasada e garantir votos. E nós, mais uma vez, apenas assistimos.

Ou não!

“Grande pátria
Desimportante
Em nenhum instante
Eu vou te trair
Não, não vou te trair”

Podemos e devemos mudar o fim dessa música, dando importância à nossa Pátria e mantendo a firme promessa de nunca traí-la.

Porque senão…

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