“Morrerei incompreendido, mas fiel a mim.”
— Charles Bukowski
Charles Bukowski nunca foi um escritor preocupado em agradar. Entre bares esfumaçados, empregos mal pagos e uma vida de excessos, encontrou na literatura uma forma de existir sem pedir licença. Era cru, direto, muitas vezes incômodo, mas sempre verdadeiro. Talvez por isso seja considerado um dos autores mais autênticos do século XX.
Em tempos em que as pessoas moldam suas opiniões e até sua aparência para caber em padrões, a frase de Bukowski soa como um grito de resistência. Ele nos lembra que ser fiel a si mesmo pode significar justamente não ser compreendido. E que está tudo bem.
Ser fiel às próprias ideias, valores e até à própria imagem é um ato de coragem. É escolher não se diluir na expectativa dos outros. Bukowski tinha plena consciência de que seu estilo ácido, suas verdades despidas e sua estética marginal o afastariam do aceitável. Mas essa mesma autenticidade é o que o tornou eterno.
Talvez o que haja de mais inteligente em Bukowski não seja o intelecto formal, mas a coragem de viver uma vida que não se explicava, mas que se sustentava na sua própria verdade. Sua literatura nos mostra que a genialidade, às vezes, nasce exatamente da recusa em ceder.
Em um mundo cada vez mais barulhento e performático, lembrar das palavras de Bukowski é um convite: que possamos suportar a incompreensão, se ela for o preço de permanecer fiéis a quem realmente somos.
Obrigada a quem leu até aqui. Fique à vontade para compartilhar suas reflexões comigo.
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