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A Justiça Não Está Certa

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Sergio Miranda
Sergio Miranda
Sou escritor, cronista e analista sócio político. Estudante de Ciências Jurídicas e Operador do Direito, incluindo Mackenzie, Faap e Universidade São Judas. Palestrante. Escritor e Autor de Crônicas, de livros de Arte premiados com louvor no Sul do Brasil. Um desenhista por formação e um retratista do Brasil por devoção. Meta: Informar e Resgatar as boas memórias desse país. Objetivo: Uma visão honesta e sem meias verdades.

Eu sou o feliz e abençoado pai de três maravilhosos filhos; um menino, uma menina e outro menino por ordem de nascimentos. Os três representam conforme suas idades, hoje todos na adolescência, o melhor das escolhas dessa fase da vida. Primam pelos estudos, pelo respeito e pelos esportes. São inteligentes, de boas maneiras, sadios e sempre com a higiene em dia. São também, ao modo dos adolescente, vaidosos.
E claro, têm em mim um “pai babão”.
Do que não me envergonho nem um pouco.
Estive, por ocasião de uma viagem de última hora, com eles nos últimos dias.
Sou separado da mãe, mas sem inimizades.
Apenas mais um entre tantos fins de relacionamentos.
Já dos filhos ninguém separa. Nem a distância, nem as circunstâncias. E nem quero.
Dito isto, nada me doeu mais do que o artigo de hoje em um jornal de circulação nacional, onde o pai do menino assassinado por um vereador de esquerda (que a militância fez questão de esconder, mas se fosse de direita faria questão de acentuar) e com a conivência da “mãe”, expõe toda a sua dor.
Sim, “mãe” entre aspas.
A Mãe de meus filhos por exemplo, é algo próximo de uma mistura entre um tiranossaurorex, uma leoa e um demônio misturados que, se por qualquer coisa que seja, alguém sequer pensar em ameaçar nossa prole com certeza tomará as devidas providências.
Disso me orgulho. Uma escolha acertada.
Mãe! Com M maiúscula sem aspas!
Com exclamação!
Já no caso deste menino…
Não sei e não quero medir, pois não há como, a dor deste pai. Apenas respeito justamente do lugar onde estou; como pai.
E sim, mais uma vez vou criticar, sem escolhas de termos ou palavras, a desgraça que assola nosso país.
Uma desgraça partidarista. Uma “justiça” injusta. Uma quadrilha de toga regida por interesses pessoais e financeiros tocando uma marcha fúnebre de descaso, terror e morte.
E muita injustiça.
E enquanto muitos choram em volta de um caixão, de onde justiça nenhuma trará de volta as vítimas, eles festejam e riem, brindando em copos Swarovski cheios de whiskeis de milhares de dólares, advindos da sua já costumeira corrupção.
Seguimos, desgraçadamente sob uma ditadura judiciária extremamente nociva à sociedade como um todo.
Mas, e sempre tem um mas em Pindorama, piora muito meus queridos seis leitores; piora pois somos poucas vozes a clamar pelo certo. Somos poucos a ouvir o choro de um pai que nunca terá a oportunidade de ir à formatura de seu pequeno.
Tanto como eles, pai e filho, foram jogados em um ponto de onde não tem mais volta, a morte, nós como Nação caminhamos a passos largos para este mesmo precipício.
Chegamos onde nenhuma sociedade evoluída deveria chegar. E se chegamos aqui, não somos evoluídos.
Chegamos ao limiar de uma situação onde, muito em breve, teremos que escolher entre a lei e o certo.
Entre a justiça e o que deve-se fazer.
Talvez muitos não percebam, mas estamos entregues à barbárie.
Estamos sob controle daqueles que soltam um traficante preso com um helicóptero cheio de drogas, perdoa uma assassina, solta uma filha mentora do assassinato dos pais, mas ainda assim condena uma mulher por uma pixação com batom e um cidadão por um pix em prol de manifestantes.
Estamos sob barbárie.
E, num cenário bizarro, a barbárie perpetrada por aqueles que deveriam ser a linha de frente da civilidade.
Em um cenário em que estes mesmos protegem seus agentes desta situação.
Premiam bandidos e castigam o povo inocente.
Estendem seus tentáculos venenosos sobre tudo e sobre todos.
Destruíram o Direito. Rasgaram a Constituição e o que não rasgaram, invalidaram.
Estamos sob a barbárie e sob o governo da corrupção declarada como meio de política institucional.
E inertes.
Ninguém faz nada. Ninguém reage.
Somos nós os culpados de tantos culpados de fato serem inocentados.
Perdemos.
A inocência de uma criança se foi, pelo ato terrível de um assassinato.
A nossa presumida, já está provada o contraditório; se foi por omissão.
E enquanto não enxugarmos as lágrimas dessa derrota contínua e tomarmos uma real atitude, vai piorar.
Eu até argumentaria mais, mas não tenho estômago para tal situação. A perda de um filho de tal e injusta forma não dá para digerir. E uma perda acentuada pela injusta conclusão de quem quer se fazer valer por pautas partidárias. Isso não pode ser aceito. Nem por mim e nem por ninguém. Não pode ser esquecida.
E assim seguimos com a certeza de que vai piorar muito! Infelizmente…

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